Como vencer a vergonha e o “não sei o que dizer” na hora de falar inglês

Se tem duas dores que quase todo mundo que me acompanha carrega quando o assunto é falar inglês, são estas: a vergonha e o famoso branco mental. E, olha, você não está sozinho nisso. Essas duas travas caminham juntas e, quando você menos espera, te fazem perder oportunidades, evitar conversas e até duvidar da sua capacidade. Vamos destrinchar isso de um jeito leve, direto e — principalmente — útil.

Fabíola Reis

4/20/20262 min read

A cozy workspace with a laptop, English learning books, and a cup of coffee.
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1. A vergonha: o medo de ser julgado

A vergonha aparece quando você pensa que seu inglês “não é bom o suficiente”. É como se existisse uma plateia imaginária pronta para rir do seu sotaque, do seu erro de gramática ou da sua hesitação.

Mas aqui vai uma verdade que liberta: ninguém está prestando tanta atenção assim em você. E quem realmente fala inglês sabe que errar faz parte do processo — porque eles também erram quando aprendem outra língua. E se você estiver falando com um nativo, pense em como você se sente quando vê um estrangeiro tentando falar português. Você fica patrulhando, contabilizando cada erro que a pessoa comete ou aprecia o esforço e tenta compreender a mensagem?

Vergonha não é falta de capacidade. É excesso de autocobrança.

E quanto mais você evita falar, mais alimenta essa sensação. É como um músculo: se você não usa, ele enfraquece. Quando usa, mesmo tremendo, ele se fortalece e cresce.

2. “Não sei o que dizer”: o branco que paralisa

Essa é clássica. Você até entende o que a pessoa falou, mas quando tenta responder… nada. A mente fica em silêncio absoluto, como se tivesse apagado as luzes e ido embora.

Isso não acontece porque você não sabe inglês. Acontece porque você não tem repertório pronto para situações reais.

É como tentar cozinhar sem ingredientes. Você até sabe a receita, mas não tem nada na geladeira.

O segredo aqui é construir frases de sobrevivência, aquelas expressões simples, práticas e repetíveis que te salvam em qualquer conversa. Quando você tem essas “cartas na manga”, o branco diminui e a confiança cresce.

O ponto em comum entre as duas dores

Vergonha e falta de palavras não são problemas de inglês. São problemas de prática.

Você não precisa falar perfeito. Precisa falar alguma coisa. E, a partir disso, seu cérebro começa a entender que é seguro, que você dá conta, que você consegue.

Quando você fala, mesmo com medo, você vence a vergonha. Quando você fala, mesmo com frases simples, você vence o branco.

E agora, Fabíola? Qual o próximo passo?

Quero te perguntar algo bem direto: Em qual dessas duas dores você sente que trava mais — na vergonha ou no “não sei o que dizer”?

A partir disso, posso te ajudar a montar estratégias específicas para destravar de vez.

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